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Blog Laço da Chuteira

Guerreiras não imploram.

4 de janeiro de 2012
 

Lindezas, há uns dias atrás, uma turminha do Twitter me pediu opinião sobre um vídeo de futebol feminino. Pois bem, como tudo é perfeito nessa vida ( e repito isso o tempo todo porque acredito mesmo!), encontrei o momento certo para discorrer sobre o assunto.

A idéia inicial do pessoal, pelo que entendi, era fazer um vídeo pedindo mais apoio para o futebol feminino, mostrar e dar a voz a algumas boleiras. De minha parte, penso que implorar e chorar atenção não é coisa que dê o resultado que considero justo e efetivo. Como já discorri em outras ocasiões, é preciso abandonarmos a postura de coitadinhas e partir pra cima de quem se pretende atrair atenção, com argumentos e postura de VENCEDORAS!

Conversando com a gracinha da @_Larigottardi, expliquei o que considero perfeito para um vídeo que se propõe a chamar a atenção sobre os esforços e um pouco da vida de nossas boleiras. Aí veio a notícia do fim das Sereias da Vila. E vi que as meninas pediram ajuda pra Neymar, Elano e não sei mais quem. Peraí meninas, como assim?

Quando ouvi a declaração de algumas meninas ao final do Pan, dizendo que aquela prata valia ouro, falei: “Prata é prata, ouro é ouro. Qual o potencial investidor que depositaria seu rico dinheirinho em pessoas que se contentam em ser vice?”

Hein? Hã?

Mendigar atenção, neste caso, é comparável àquelas situações nos relacionamentos onde um, muitas vezes com a autoestima enterrada sob seus pés, implora por mais carinho e amor que o outro já não sente mais. Aí eu pergunto: PRA QUE SE ARRASTAR?

NADA de mendigar!

Óbvio ululante que as meninas do Santos perderam a batalha e é totalmente compreensível, pelo menos de minha parte, que a sensação de abandono e desgosto tome conta de seus espíritos por esses dias. Mas sacam aquele ditado sobre tomar um pé na bunda pra ir pra frente? So…

Quem perdeu, lindezas, foi o Santos! Saca aquela olhada pra trás que a gente dá quando tudo passa e nosso entendimento da coisa toda toma outro rumo? Pois então, neste momento, fragilizadas, é natural que não vejam, mas tenham certeza de que tudo se ajeitará. Mas antes, é preciso passar pelo processo e claro, recuperar a autoestima.

Por isso, minha injeção de ânimo é essa. Guerreiras não imploram! Guerreiras tomam o que lhes é de direito! Nada de lamentações, nada de se ajoelhar e ficar mendigando pedacinhos de atenção aqui e alí! Qué isso??? Vocês, boleiras, são poderosas! São fortes! Nadam contra a correnteza há décadas! Vivem à margem de uma cultura tradicionalmente machista e ainda assim desempenham seus papeis com brilhantismo e profissionalismo! BORA LEVANTAR ESSA CABEÇA! BORA PRA LUTA, GUERREIRAS!

E é com esse espírito, que gostaria de ver um vídeo com as nossas meninas COMENDO A BOLA!

Como todos sabem, sou do rock’n'roll e por isso deixo “Hallowed be thy name“, para uma reflexão. A letra está linkada com o nome do som. É metal, é o som que bota meu sangue pra ferver, que me empurra pra guerra e que tem muito a ver com a situação das Sereias da Vila.

Pra cima, GUERREIRAS!

O triste fim das Sereias da Vila

31 de dezembro de 2011
 

Lindezas, pedindo a devida licença para me utilizar de “O triste fim de…” ao ilustre Lima Barreto, começo este texto lamentando profundamente o anúncio do presidente santista Luis Alvaro sobre a dissolução da equipe feminina do Peixe.

No ano passado, dois dias antes do Natal, fiquei sabendo da demissão de Kleiton Lima, portanto não me surpreende que o anúncio do fim das Sereias se dê no período de festas. Será que isto acontece porque pensam que ninguém verá ou saberá das coisas em datas assim? Anyway, o fim da equipe feminina santista era só uma questão de tempo, em se tratando de observações feita pelo então patrocinador Copagaz, ja no ano de 2010.

Temo pelo futebol feminino em 2012 após este anúncio. Temo pela modalidade e pela maneira como outros clubes vejam esta atitude. Temo por nossas meninas e confesso que um pouquinho da minha esperança de um 2012 mais forte, futebolisticamente falando, se esvaiu neste último dia de 2011.

Que o Santos reveja sua posição, que esta gestão se empenhe verdadeiramente para que a lamentável dissolução das Sereias da Vila não passe de uma infeliz e inapropriada notícia no universo do futebol feminino.

Por enquanto é isso. Vou digerir melhor a situação e ouvir as meninas.

 

 

 

Porque adorei 2011

28 de dezembro de 2011
 

Lindezas da minha vida! O ano está chegando ao fim e achei pertinente fazer uma espécie de memória de 2011. Bora lá?

Tantas coisas aconteceram, conversei com tanta gente! Tivemos o Mundial da Alemanha com a grata surpresa do Japão campeão. Tivemos também o Pan, a Copa do Brasil com (para mim) o Viana/MA dando um belo trabalho para o estruturado Foz nas semifinais…E a Libertadores? Ah! Como foi bom acompanhar de pertinho o futebol das sulamericanas, ter o privilégio de ser a única a acompanhar rigorosamente todos os jogos e comentar pra Familia FPM o que acontecia no Martins Pereira, em cima do lance.

São José em formação para a final da Libertadores Feminina de 2011

Tive o prazer de conversar com pessoas intimamente ligadas ao futebol feminino, acompanhar a preparação das nossas meninas na Granja Comary dias antes de partirem para a Alemanha. Também ajudei o Museu do Futebol, em parceria com o Memofut, a organizar o I Encontro de Futebol Feminino, onde contamos com a participação do ex-presidente santista Marcelo Teixeira, o gestor do futebol feminino do Palmeiras, Dema, a Rose do Rio e com a Silvia Bruno, autora do livro “Nós, Mulheres do Futebol”. Foi MUITO proveitoso!

Me senti muito honrada em poder sentar por algumas horas com o jornalista argentino Diego Graciano, que biografou a Marta e saber um pouco do que foi trabalhar em cima de um livro que posteriormente foi proibido de ser comercializado pelo empresário da Rainha. Diego conta muitas passagens do trabalho que fez (por conta própria, saliente-se) com os olhos mareados e demonstra sua grande admiração pelo futebol da melhor do mundo.

Diego Graciano, jornalista argentino louco pela Marta

Comentei os jogos do Mundial, Pan e Libertadores via Twitter do FPM e conheci muita gente legal. Através das nossas “transmissões”, conseguimos agregar pessoas realmente interessadas e amantes da modalidade. Atingimos assim, não só o Brasil, como outros países sulamericanos, que por conta da falta de transmissão de toda competição (falta de acesso aos únicos canais que compraram os direitos), puderam saber de tudo o que estava acontecendo na Libertas através do nosso canal.

Graças aos 15 dias inteiramente dedicados a Libertadores Feminina, conheci muitos colegas de São José dos Campos e pude participar do programa do amigo Daniel Mello na Rádio Eldorado de São José e falar de futebol feminino através de um veículo que gosto muito. Também fui convidada a participar do programa Charme da Bola, da amiga Ana Carla Portella e a partir de 2012 faço parte da equipe do programa na Rádio Pró-Cultura.

Consegui minha primeira matéria na Placar, falando sobre a conquista da Libertadores pela Águia do Vale. Ganhei a companhia de muitas boleiras, muitos fã-clubes, muitas pessoas realmente interessantes e que me incentivaram a não abandonar a luta pela conquista do respeito e dignidade da modalidade.

Foi mais um ano mandando meus textos para a Livresportes, tendo meu espaço reservado e gentilmente cedido pela Ana Paula de Oliveira. Lá sempre pude discorrer à minha maneira sobre o assunto do qual trato. O Ludopédio também reproduziu minhas matérias e firmei compromisso com eles de ter uma matéria por mês num do espaços mais conceituados e academicamente trabalhados para o nosso amado futebol.

Enfim, ganhei este espaço do FPM para poder expresar, sempre ao meu modo, as alegrias, as angústias, as críticas e as notícias fresquinhas do universo futebolístico feminino.

Por que, cargas d’água, eu reclamaria de um ano tão bom profissional e pessoalmente vivido? Por que raios eu reclamaria das pessoas que passaram, de uma maneira ou de outra, a fazer parte da minha rotina?

Pois é, eu só tenho a agradecer! E com muita força na peruca, começarei 2012 cobrindo uma competição de base masculina na cidade de Paulo Afonso/BA. E espero, do fundinho do meu heart, não decepcionar as pessoas que apostaram suas fichas em mim e que com muito carinho, me deram forças a subsídios pra continuar no caminho que cheguei a duvidar que daria certo.

É isso aí, lindezas!

OBRIGADA e um ano novo, MUITO novo, de pessoas, sentimentos, projetos e caminhos para todos nós!

E pra fechar, vou compartilhar uma musiquinha da hora, que faz parte do filme “A vida de Brian”, da trupe do Monty Python. Tradução, aqui.

Papai Noel, afaste os posers do nosso mundinho

14 de dezembro de 2011
 

Lindezas, aproveitando que o final do ano está chegando e todos começamos a fazer os nossos pedidos para o Velho Batuta e para o ano novo, quero também mandar lá meu desejo para 2012.

Bem, não é novidade pra ninguém que esta djóbem senhoura é do metal. Sim, eu curto é rock’n'roll. Minhas veias saltam, o coração dispara e sou tomada de uma vontade incontrolável de balançar a cabeça. Isto posto, é preciso deixar claro que nunca curti a modinha poser. Poser, pra quem não sabe, é isso aqui que estou com preguiça de escrever e pra essas horas tem as consultas wikipedianas.

Mas as lindezas devem estar perguntando “que raios essa maluca está falando de poser, rock’n'roll, pedido pra ano novo?” e eu vou explicar. Be cool!

Leio coisas aqui e ali, vejo o discurso afiadinho de muita gente, propaganda de trabalho que na real, tá muito longe do ideal. Vi, na semana passada, que o Botafogo firmou parceria com o Team Chicago para o ano que vem e, claro, todo mundo ficou feliz, afinal é mais uma grande camisa dando o ar da graça no feminino. Mas….ainda estou esperando pra ver. Gato escaldado tem medo de água fria, já disse o velho.

Fácil lembrar do Flamengo que fez um barulhão, anunciou a equipe feminina que nem começou e tudo subiu no telhado. Triste ver, ler, ouvir ou qualquer coisa que o valha. Ouvi em off, algumas histórias sobre o Vasco também, que por hora, prefiro deixar no gelo. Vejo, no início de cada temporada, muitos times aventureiros. Times formados na base do catadão, com boa intenção até, mas sem planejamento, sem uma estrutura montada e, consequentemente, com equipes NADA competitivas.

É tudo pose, já disse Lobão.

A esse eu chamo de “Poser do futebol feminino”. E na sincera, lindezas, nós não precisamos deles. O que precisamos é de seriedade. Precisamos de gente que apoie os cotovelos sobre papeis, que monte um projeto de verdade, que coloque este projeto e intenção de trabalho sério, na frente de  um possível patrocinador e o convença! E pra convencer, é só com planejamento, trabalho continuado, firmando uma marca. É possível e nem é tão difícil assim.

Conduzindo o Iron no palco e no céu

Mas a vaidade….ah, a vaidade! Como ela atrapalha o universo do futebol feminino. Que bom seria ver Bruces Dickinsons ao invés de Sebastians Bachs (Skid Row) defendendo o jogo das meninas. Fácil notar a diferença de eficiência e compromisso com uma causa e a pose. Diz aí?

Não precisa gostar de Iron, basta entender que uma banda se mantem por muito tempo não é por sorte.


@Lu_dCastro

 

Coisas que só Sâo Paulo proporciona

7 de dezembro de 2011
 

Lindezas, a terça-feira desta trabalhadora do Brasil foi peculiar e estressante. Já tinha tudo programadinho para acompanhar a apresentação das seleções participantes do III Torneio Cidade de São Paulo. Sim, na minha ingênua cabecinha, tudo estava planejado e acertado. Acordaria cedinho, junto com a filhota, tomaria um café bem tranquila e por volta das nove da matina, estaria na rua em direção a estação de trem.

Vejam, há diversas maneiras de percorrer os 13 km que separam minha casa do Estádio Paulo Machado de Carvalho, nosso querido Pacaembu, e como sou uma não adepta de carro numa cidade que sofre constantemente pelo excesso dele, os tais 13 km seriam rapidamente percorridos de trem/metrô/sola, o que não podia durar mais que 50 minutos.

Rock’n'roll na orelha, mochila básica nas costas, sapato confortável e Estação Santo Amaro, já to chegando!

Rá! Pegadinha de Sampa City! Entro na estação e me deparo com uma multidão na plataforma sentido Osasco e chegava mais gente! A interligação do metrô faz com que o número de pessoas aumente consideravelmente, já que é o caminho mais rápido para quem vem das áreas do Capão Redondo em direção a Pinheiros, Rebouças, Vila Olimpia, Berrini, Morumbi e demais lugares. Uma obra muito importante para os moradores da perifa que, convenhamos, sofre pra cacete com transporte, saude, moradia, educação, lazer e bem…todos sabemos como não acontecem determinadas coisas.

A estação só estava daquele jeito, porque os trens estavam operando em velocidade mínima por conta da falta de energia. Olha que beleza! E eu já tinha deletado uma passagem do meu cartão. Pra não “perder tempo”, peguei o metrô e corri pro terminal de ônibus. A idéia era pegar o primeiro bus pra qualquer estação do metrô e assim o fiz. Mas peguei o bus que faz um tour LEGAL pela zona sul e além do rolê desnecessário, ainda peguei trânsito próximo a Bandeirantes que “quase nunca” é complicado, néam? #jeguicefeelings

Dentro do bus, ouvindo meu bom e velho rock’n'roll, contava até o infinito pra não começar a xingar a cidade e a rota que não podia demorar mais que 50 minutos, que se transformou em TRÊS horas!

Cheguei ao auditório do Museu do Futebol esbaforida, suada e claro, PUTA DA VIDA! Cheguei quando tudo havia terminado. Deu tempo de dar um abraço na Formiga e na Bagé e só! E a revolta com a cidade aumentava mais…

Quer um dia de astro de Hollywood? Venha pra Sampa protagonizar "Um dia de fúria"

Consegui, pelo menos, conversar um pouco com o Arthur, técnico do Centro Olímpico e marcar, pelo menos de boca, por enquanto, uma ida ao C.O. para uma conversa acerca do ano excelente da equipe, do trabalho realizado por eles e das intenções para 2012. E é importante que mostremos o que fizeram as meninas do C.O.

É importante dizer também, que além da equipe principal, as categorias sub-15 e sub-17, faturaram o título da Taça Cidade de São Paulo de Futebol Feminino. Isso é base! Isso é trabalhar as meninas das categorias “inferiores” pra que cheguem às equipes principais fazendo frente às equipes melhor estruturadas. É dar visibilidade, é investir na atleta. Mas muitas coisas ainda precisam ser feitas e é atrás disso que eu vou pra saber.

Tomei o rumo de volta. Desta vez, em menos tempo, mas não menos cansativo e não menos frustrante, afinal, não consegui cumprir com meu compromisso profissional e não por culpa minha. E aí me lembro que na cobertura da Libertdores em São José, não levava mais que 15 minutos pra chegar ao estádio. #apesardomicheltelo

Mas é isso aí, São Paulo, minha terra, proporciona coisas interessantes. Praticar a paciência é uma delas e lhe concede um tempo mais que necessário para organizar sua vida mentalmente, seja dentro de um ônibus, seja de trem ou metrô, seja de carro. Quer experimentar?

@Lu_dCastro

Que diferença você fez?

4 de dezembro de 2011
 

Lindezas, este post não é uma homenagem, é uma reflexão sobre nosso papel no planeta Terra. O São José foi campeão da Libertadores Feminina, o Torneio Cidade de São Paulo começa em poucos dias, o Brasileirão será definido hoje, mas tudo, rigorosamente tudo isso, ficou em segundo plano, pelo menos para mim.

De alguma forma senti necessidade de ficar quieta por esses dias. Muitas coisas aconteceram e estão acontecendo que precisam ser digeridas e trabalhadas e é da minha natureza, nesses momentos, me recolher pra pensar melhor.

Sócrates, mito, ídolo, gênio, O PENSADOR.

Sempre me perguntei (e ainda me pergunto) que diferença fiz, faço e farei na vida das pessoas. Estou passando pela vida ou a vida está simplesmente passando por mim? O que levo de bom ou de ruim a quem me conhece ou convive comigo? Sou bom exemplo? Mas, o que é ser bom exemplo? Afinal, somos falhos, somos seres em evolução contínua, com milhares de pontos a melhorar e, ainda assim, dentro dos nossos defeitos, somos exemplos do que fazer e do que não fazer. Somos o norte de alguém, sempre!

Independente da vida que cada um escolheu viver, o fato é que ninguém é perfeito. O fato é que algumas pessoas são contundentes e outras superficiais, ou, pra ser cirúrgica, algumas pessoas passam sem fazer a menor diferença pro planeta e outras, fazem TODA a diferença. Exemplo de toda diferença, é Dr. Sócrates. Inegavelmente!

Sustentar uma opinião sem medo, dar a cara pra bater na luta pelo bem comum, ter a visão privilegiada da vida, das pessoas e das coisas, definitivamente, não são predicados presentes em qualquer pessoa. Mas em Dr. Sócrates, todos esses e mais alguns, eram natos. E eu, do “alto” dos meus 8, 9, 10 anos de idade, os percebia como que por intuição.

Dentro de campo, mesmo não tendo o Corinthians como time do coração, o observava como um daqueles poucos seres dotados de genialidade. Aquela, reconhecida de bate-pronto. Seu caminhar, a maneira como conduzia a bola, aquela penalidade cobrada de maneira sublime…

Ah Doutor! Gênio! Mito! Ídolo de tantos apaixonados pelo jogo.

Mais que a Democracia Corinthiana, mais que a Copa de 82, mais que a bola rolando ali, coladinha contigo, grudada de tanta paixão pelos seus precisos chutes, você despertou nesta trabalhadora do Brasil, aquele senso de justiça e igualdade que sempre apreciei. Você é o responsável! Você  É o cara que fez a diferença na vida de milhares de pessoas.

Quiçá, Doutor, surjam mais homens como você no universo futebolístico. Quiçá eu, reles mortal, como todos nós somos, consiga ser 1% para alguém, o que você foi 80% (chute, claro!) para uma boa parcela do planeta bola.

Saiba, Doutor Sócrates Brasileiro, que você FEZ TODA DIFERENÇA NA MINHA VIDA.

OBRIGADA!

@Lu_dCastro

Diário da Libertadores – 5º dia de competição

18 de novembro de 2011
 

Lindezas, o 5º dia de Libertadores da América começou cedinho, de novo. É, não tem descanso, não tem sono de horas e mais horas. O que tem é muito trabalho e para quem está cobrindo dois jogos por dia é imprescindível chegar o quanto antes no estádio, deixar tudo ajeitadinho pra começar a labuta. Esta quinta-feira, portanto, não foi diferente dos outros dias. E o que tinha pra tarde de quinta? Nacional x Caracas, Santos x Gerimex. Aos jogos!

As queridinhas da competição, as meninas do Nacional tinham o organizado Caracas pela frente. Organizado sufiiciente para ter um encartezinho maneiro com infos da delegação na Libertadores e canetinha de presente para a imprensa. Cool! E a organização é mostrada dentro de campo também.

Confesso que me decepcionei com o futebol apresentado pelas uruguaias. Esperava mais, muito mais por se tratar de um futebol tradicional trazendo um escudo de peso. Mas não. Na primeira rodada as uruguaias empataram com as bolivianas do Gerimex em 1 a 1 e uma vitória era obrigatória para a manutenção da equipe na comeptição. Mas tinha o Caracas, e esqueceram de avisar as uruguaias. Resultado da peleja? Chocolataço venezuelano: 5 a 0!

E a situação não poderia ser pior para as simpáticas e alegres meninas do Nacional. O próximo adversário, é o Santos.

Aquele intervalo mega rápido é o suficiente pra sair da cabine, correr pro banheiro, tomar um refri, fumar um cigarro com os meninos da TV e voltar pra peleja. Santos e Gerimex já entravam em campo. Pose dos times para fotos, times posicionados e prrriiiiii! Começa a peleja! Mas e o Santos? Onde estava?

Estava em campo, mas apresentando futebol muito aquém do esperado considerando o nível técnico do adversário e do que já vimos a equipe fazer. Demorou para sair o primeiro gol e parte da culpa pode ser atribuída à goleira Velasco, do Gerimex. Se na linha as bolivianas ainda pecam e nós entendemos perfeitamente suas limitações, debaixo do travessão Velasco operou milagres e não fosse a reação das Sereias, talvez a maionese santista tivesse desandado.

Goleada santista praticamente garante vaga nas semifinais

Não sei direito como classificar Maurine em campo. Achei que a lateral esteve apática, buscando na maioria das vezes, fazer aquela ligação da intermediária da defesa com o ataque e a distribuição da bola da maneira que já cansei de apreciar, predeu-se. Mas quando Maurine resolveu corer…tudo mudou.  Tanto mudou, que nem Velasco deu conta. Foram 4 gols fora os 2 de Érika anulados por impedimento.

Na saída, o portão de acesso aos vestiários estava repleto. Meninas e meninos buscavam as Sereias e a maioria queria Maurine. Prova de que a lateral tem a força e o apoio de qualquer torcida. Passei pela pequena multidão com minha mochila nas costas desejando descanso. Vida de repórter NÃO é glamourosa. É lida pesada e ainda temos mais 3 dias de competição sem intervalo.

Bora que vamos porque hoje joga o Sâo José contra as argentinas do Boca Jrs.

Bjitos!
@Lu_dCastro

Diário da Libertadores – 4º dia de competição

16 de novembro de 2011
 

Lindezas, o 4º dia da Libertadores começou cedo, pra variar. Tratei de chegar o quanto antes no estádio, já que a previsão era de chuva para o período da tarde. Pra sorte, poucas gotas d’água atingiram o gramado do Martins Pereira para felicidade de todos! Galera da tv já estava por lá, dei um salve pro Chegado, liguei a máquina e tratei de desacelerar por alguns minutos.

U.Autonoma e Duque de Caxias perfilados para o jogo

Duque de Caxias e Universidad Autonoma de Asuncion abriram a segunda rodada com um jogo muito, mas muito feio. Juan Carlos Orihuela, técnico da equipe paraguaia, passou os 90 minutos gritando muito à beira do gramado, mas nada que pudesse melhorar o jogo. O Duque não conseguiu sair do esquema e parece ter assimilado o esquema paraguaio. Bicudas da intermediária em tentativas de ligação com o ataque, resultaram num festival de bolas rifadas. Já na metade do segundo tempo, comecei a lembrar do primeiro jogo do Universidade Autonoma, contra o Colo Colo. Um jogo duríssimo de assistir.

Legal mesmo é o técnico do U. Autonoma. Figura que merece destaque.

Terminou um Duque de Caxias 0 x 0 Universidad Autonoma de Asuncion de nível técnico sofrível.

Intervalo entre um jogo e outro é o tempo certo de uma corrida rápida até o bar do Flavio pra buscar um copo do meu salutar café.  Aliás, um senhor SALVE pro Flavio!

A peleja da vez era Sport Girls x Colo Colo e se as chilenas voltassem a campo com o mesmo desempenho que teve diante das paraguaias na primeira rodada, ficaria fácil para o Duque (mesmo com o empate amargo) conseguir a classificação para as semifinais. Mas aí minha teoria de última hora se confirmou. O problema não foi o Colo Colo, tampouco o Duque de Caxias. Não! Na verdade, o U. Autonoma é aquele time que não propicia um bom jogo para qualquer adversário. Cansei de ver uma jogadora no campo de defesa do Duque e as demais povoando a defesa paraguaia.

Com a postura tática do U. Autonoma, natural que o Duque de Caxias perdesse o foco. As finalizações foram toscas, as tentativas da zaga de afastar o perigo geralmente acabavam em bola de graça pro adversário e, consequentemente, uns quase gols. Mas com o Colo Colo, a coisa foi bem diferente. Tão diferente, mas tão diferente, que quase virou truco. Foi 5 a 0 pras chilenas sem muito esforço e que rendeu a liderança do Grupo A.

Enquanto isso, a equipe #SalveSimpatia da competição, dava um showzinho na torcida.

Nesta quinta, às 13h30, o Nacional abre a 2ª rodada do Grupo B pelejando com o Caracas e a partir das 16 horas, as meninas do Santos encaram as bolivianas do Gerimex Santa Cruz. E eu estarei lá com o Futebol para Meninas para informar tudo sobre o jogos.

Em tempo: Preciso chegar no QG todos os dias e fazer uma senhora limpeza nos ouvidos e no cérebro. Michel Teló é uó!

Bjitos!
@Lu_dCastro

 

Diário da Libertadores – 3º dia de competição

16 de novembro de 2011
 

Lindezas, foi debaixo de muita, mas muita chuva, que a primeira rodada começou para o Grupo C da Libertadores. Cheguei ao Martins Pereira com tempo suficiente para me instalar, ir até a cantina atrás do café e papear com o pessoal da imprensa que já estava por lá. E tome chuva! A preocupação geral, era acerca do gramado do estádio. Na segunda-feira, conversando com o assessor do São José, ele me disse que a drenagem era boa, e era hora de observar se era fato, considerando que desde de domingo temos dois jogos por dia e essa será a circunstância até o dia 21.

Observando a drenagem do gramado do Martins Pereira

 

Observando a drenagem do gramado do Martins Pereira - 5 minutos depois

 

Observando a drenagem do gramado do Martins Pereira - 8 minutos depois

Gramado do Martins Pereira minutos antes da bola rolar. São José x LDU

Comprovada a boa drenagem do estádio, era hora da bola rolar para a equipe da casa. A estreia de Formiga pelo time joseense não poderia ser melhor. Deu combate, distribuiu, deu piques que eu JA-MAIS dei ou darei na minha vida inteira. Com base segurando a peruca lá na zaga, a vitória da Águia do Vale era só uma questão de tempo. E não demorou muito para Daniele Batista, a centroavante, abrir o placar aos 12 minutos do primeiro tempo, pra grande comemoração da torcida que ousou enfrentar a chuva para acompanhar a peleja das anfitriãs.

São José perfilado para enfrentar a LDU.

Com as equatorianas oferecendo praticamente zero de perigo, o jogo terminou em 1 a 0 no primeiro tempo. Mal dá tempo para um café e o segundo tempo começa. Aos 2 minutos Daniele Batista marca de novo e entre momentos de chuva forte com ventos e uma breve pausa de boa vontade de São Pedro, o jogo chegou ao seu final. São José, assim como Santos e Duque de Caxias, estreia na Libertadores com vitória e mostrando, como já falei em outras ocasiões, a superioridade técnica das meninas brasileiras.

Intervalo entre os jogos e eu pude então correr para a cantina atrás daquele café. Ah sim, Fábio, o assessor do São José levou uma garrafa de café para a cabine, o que salvou geral a galera das rádios e das tv’s que estavam desesperados por um trago. Salve Fábio!

Encontro com a Bagé no caminho. Dou um abraço na amiga e corro pra cantina. Flavio diz: “Até que enfim! Olha ali sua garrafa de café. Entra querida! Pode se servir a vontade”. Fico emocionada. Sério! O senhor que me parece ser o pai do Flavio, me diz: “Fui eu que fiz, veja se eu ja posso casar de novo.” Muito fofo! Bem, nem preciso dizer que já me sinto em casa, né? Peguei um copão de café pensando nos colegas, e quando digo colegas, tem uma pá de gente trabalhando pra que o jogo aconteça. Bombeiros e seguranças também entram na conta.

Boca Juniors pronto pra peleja

Era hora de ver as argentinas do Boca Juniors diante das colombianas do Formas Íntimas. Se engana quem pensa que as meninas do time que sugere inúmeras piadinhas, estão para brincadeira. Elas tem um padrão e tem um pouco de toque de bola. E o Boca saiu na frente com Ojeda, logo aos 2 minutos do 1º tempo. Sete minutos depois, Ojeda ampliou e tudo parecida que caminhava para uma goleada xeneize. Rá! Pegadinha da Lingerie! Enganou-se redondamente quem apostou nisso.

Formas Íntimas preparadas pra peleja

Penal para o Formas Íntimas cobrado por Lady Andrade, diminuiu a diferença no placar. Jogo pegado e com alguns momentos violentos, faziam a alegria da torcida que permaneceu no Martins Pereira. A maioria torcendo pelas colombianas, o que é é de se esperar. O primeiro tempo acabou, as equipes retornaram para o segundo tempo e aos 22 minutos, Viviana Cardona empata para o Formas Íntimas. Jogo começava a ganhar contornos de emoção.

As colombianas começaram a ganhar confiança e com isso as chances de gol aumentaram. O gol do desempate não demoraria a acontecer. E foi de penal, cobrado por Yenifer Peñaloza que, aos 42 minutos do segundo tempo, o Formas Íntimas decretou a vitória sobre as argentinas do Boca Juniors. Torcida saiu satisfeita, o campo agradeceu a respirada e a galera da imprensa se despediu. Alguns ficarão no Martins Pereira até o dia 27, outros aparecerão em dias específicos, mas nós e a bola estaremos por lá.

Hoje o campeão da Copa do Brasil, Duque de Caxias, entra em campo a partir das 15h45 para enfrentar o Universidad Autonoma de Assuncion. Na sequência Sport Girls e Colo Colo fecham a segunda rodada do Grupo A.

Bjitos!
@Lu_dCastro

Diário da Libertadores – 2º dia de competição

15 de novembro de 2011
 

Lindezas, o 2º dia de Libertadores da América em São José dos Campos começou cedo para esta trabalhadora do Brasil. Sim, apesar dos jogos da primeira rodada do Grupo B terem início às 16h45, minha vida de repórter começou às 07h30. Acorda, toma café, pega o bus e vai pro Hotel onde estão hospedadas todas as delegações e autoridades da Conmebol.

Minha disposição para acordar muitas horas antes do início das pelejas e enfrentar a chuva que se faz presente na cidade, tinha um motivo. O encontro com o Sr. Romer Osuna, Tesoureiro e Presidente da Comissão de Futebol Feminino da Conmebol e da FIFA. Muitas perguntas existiam para ter uma resposta e rascunhei algumas questões para abordar com o Sr. Romer. Claro que o material, fruto deste encontro, será postado depois.

Voltei para o QG, almocei e preparei tudo para voltar ao Martins Pereira. Nacional/URU x Gerimex Santa Cruz/BOL eram os primeiros a se apresentar na abertura da primeira rodada do Grupo B. Jogo de qualidade técnica sofrível e com público chegando para acompanhar a estreia das Sereias da Vila.

Da cabine, que fica colada com as sociais, ouvia os comentários diante de uma jogada ou outra: “Nossa!”, “Meu Deus do céu!” E os comentários não se davam por uma ou outra jogada maravilhosa, mas sim por chutes mal direcionados, furadas toscas e técnica muito aquém do “esperado” para uma equipe uruguaia, principalmente. O primeiro gol da peleja saiu aos 4′ do 2º tempo com Alexi Pereyra, do Gerimex, mas o Nacional empatou quatro minutos depois, com Giovanna Yun. O perfil soporífero do jogo se manteve até o final e quando acabou, muita gente comemorou, inclusive os câmeras que estão na labuta desde o primeiro dia da competição, feito eu.

Uruguaias e bolivianas prontas pra peleja do dia.

Corri para a cantina para buscar aquele café prometido pelo simpático Flavio. Encontrei com a Bagé e com a Formiga, falei rapidamente com as duas queridaças e quando cheguei ao balcão….surpresa! O Flavio esqueceu de mim! Mas me abasteceu com refri para compensar a falha em sua memória que certamente deve ser muito exiida. Nada que tirasse sua simpatia e o atendimento massa. Ainda encontrei com os câmeras, que me perguntaram se o próximo jogo seria melhor. Claro que a pelada entre Nacional e Gerimex desagradou geral.

Sem tempo para muita coisa, voltei para a cabine porque a peleja entre Santos e Caracas começou na sequência. As sociais estavam lotadas. No entorno do Martins Pereira, muita gente circulava. Delegações de LDU e Formas Íntimas fizeram a alegria das boleiras do su-18 do São José, e a animação por ali dava o tom do que se pode esperar pra estreia da equipe local nesta terça-feira.

A recém contratada pelo Peixe e ex-jogadora do São José, Chú, foi quem abriu o placar logo aos 2 minutos do 1º tempo. Aos 28 minutos, Chú ampliou para a alegria dos torcedores presentes no Martins Pereira. Narda Herrera diminuiu para o Caracas aos 30 do primeiro tempo. O placar assim se manteve até as equipes voltarem para o segundo tempo, quando Glaucia, com 1 minuto de jogo,  marcou o 3º das Sereias. Aos 29, Narda Herrera marcou seu segundo gol na partida, mas Estergiane enterrou de vez o sonho da equipe venezuelana aos 33, fechando o placar em 4 a 2.

Sereias da VIla preparadas para enfrentar o Caracas.

O jogo terminou e eu só pensava em voltar pro QG, já que estava sem me alimentar desde as 13 horas e sem meu salutar café. Juntei o equipamento e corri pro ponto de taxi. Hoje tem São José x LDU a partir das 15h45 e na sequência Boca Juniors x Formas Íntimas. Estou ansiosa para ver a estreia de Formiga pela equipe joseense e espero que a chuva que não deu trégua desde ontem a noite, faça o favor de dar espaço para quem merece brilhar hoje.

Mais tarde estarei no Martins Pereira para acompanhar as pelejas do 3º dia de Libertadores Feminina. Até lá!

Bjitos!
@Lu_dCastro