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Blog Bela Jogada

Que 2012 seja o ano do futebol feminino no Brasil

21 de dezembro de 2011
 

Olá queridas leitoras e leitores!

Não caríssimos, eu não os abandonei. Na verdade, estivemos juntos no período de 30 de novembro a 10 de dezembro, quando o Futebol Para Meninas realizou a série de reportagens com as indicadas ao Prêmio Bola de Ouro, concedido às jogadoras que mais se destacaram no cenário do futebol feminino carioca em 2011. A premiação foi uma iniciativa da Associação dos Times de Futebol Feminino do Rio de Janeiro (Ataff – RJ), que tem à frente o diretor Eduardo Tacto, que em pouco mais de dois anos, vem realizando um excelente trabalho junto à modalidade, com retornos bastante positivos, garantindo o espaço que as meninas precisam para mostrar o talento que lhes compete quando o assunto é bola no pé. Já são mais de sessenta times femininos associados. Foi maravilhoso poder realizar as matérias junto à Ataff, pois assim, obtive o panorama completo do quadro atual do futebol feminino na região. O que me incomodou, vale ressaltar, foi perceber que em pleno século XXI as mulheres ainda têm desafios muito grandes a enfrentar. Não sei em outras nações, salvo as sempre citadas européias e principalmente, as norte-americanas, que tem no futebol que praticam o modelo para os demais países do mundo, mas a prática do soccer pelas meninas no Brasil ainda é imbuída de muitos preconceitos. Porém, este será um assunto que continuarei ressaltando em meus próximos posts. A série de reportagens completa com as indicadas ao Prêmio Bola de Ouro você acompanha aqui: http://www.futebolparameninas.com.br/categoria/futebol-feminino/page/2/ .

Semana passada esta pessoa que vos fala, sempre preocupada em trazer boas histórias e bons assuntos para vocês, esteve às voltas produzindo os posts que comporão este blog durante minha licença-maternidade, pois não só de livros para mães de primeira viagem que vive uma mulher (risos).  Desta maneira, vários textos já estão sendo preparados para nossas queridas leitoras (e leitores também) para serem publicados entre março e julho de 2012, pois a mamãe aqui em breve estará recebendo seu mais lindo presente de Ano Novo, a nova integrante da família Messias Rodrigues. Portanto preparem-se, pois este espaço trará a vocês muitas novidades e surpresas.

E como estamos neste clima gostoso de festa de fim de ano e já no embalo das comemorações natalinas, desejo a vocês um Natal cheio de luz e um Ano Novo mil a todos que acompanham o FPM, o Bela Jogada e o Laço da Chuteira. As meninas principalmente, não tenham dúvidas que este espaço é totalmente dedicado a vocês, em um trabalho que desempenhamos com imenso carinho. Agradecemos pela audiência e esperamos que, em 2012, possamos continuar nossa caminhada juntas, derrubando barreiras e garantindo ao futebol feminino brasileiro o destaque que ele merece, pois talentos nós temos de sobra!

Super abraço a todos!

Brena Messias.

Os heróis que não precisamos

24 de novembro de 2011
 

Após a estréia do filme sobre a biografia da ex-estrela do Botafogo Heleno de Freitas, que tem no papel principal o ator Rodrigo Santoro, a Prefeitura de São João Nepomuceno, Minas Gerais, informou que uma estátua será erguida em homenagem ao jogador. O monumento, todo em bronze, terá 2,5 de altura e a inauguração está prevista para o dia 12 de fevereiro de 2012, quando Heleno completaria 92 anos. De acordo com a Secretaria Municipal da cidade, o monumento já foi solicitado ao artista plástico carioca Edgar Duvivier e deverá estar pronto em dois meses.

Muitos irão falar mal e eu respeitarei, mas eu não consigo entender porque tanto “tapete vermelho” diante de figuras como Heleno, uma pessoa que o próprio senso comum caracterizou como arrogante, vaidoso, boêmio e que terminou a vida de maneira triste, completamente entregue à doença e loucura. Um filme, até vai lá. O homem foi realmente um jogador de prima e exaltar a contribuição que ele deu ao Botafogo e ao futebol brasileiro é compreensível e até aceito, pois não há como negar sua importância ao cenário futebolístico. Neste aspecto, o filme veio a calhar e atendeu bem na figura de Santoro, que mais uma vez, e brilhantemente, convenceu. Agora monumentos ovacionando a pessoa de Heleno, de Colômbia a Minas Gerais? (Há uma estátua dele também em Barranquilla e existe a proposta de erguer uma também no Maracanã). Tudo isto não é um pouco demais?

Exaltações a “jogadores-problema” do futebol como Heleno, Garrincha, Cocito, Danrlei (ex-goleiro do Grêmio), Josimar (que conquistou fama na Copa de 1986), Jr. Baiano, Romário, Edmundo (este último já nem tão ídolo assim) me preocupam, fazendo-me refletir sobre que tipo de ídolos nossa sociedade agrega para si. Isto sem falar dos episódios sórdidos mais recentes, como o do goleiro Bruno Fernandes, suspeito de ser o mandante do assassinato da ex-amante Elisa Samúdio com o propósito de negar o filho que havia tido com ela. Se formos enumerar a sequência de fatos que condenam estes “atletas” (assim, entre aspas mesmo), teríamos uma enciclopédia de mau-comportamento, uma cartilha sobre a conduta negativa que não desejamos para nós, para as gerações futuras e muito menos para os nossos filhos. Visitar o estádio do Maracanã não é mais uma aula de história, mas sim, um aprendizado e uma elevação às práticas da má conduta, seria isso?

Imaginemos a seguinte situação:

Um jovem está realizando um tour pelo estádio e se depara com uma estátua de Garrincha. Então a sua curiosidade, peculiar à soma dos anos, é aguçada:

- Quem foi Garrincha?

O guia se rasgará em elogios afirmando que Mané Garrincha foi um jogador maravilhoso, que a vida inteira viveu pelo seu time, o craque das pernas tortas que deixava o adversário “a ver navios” com seus dribles fantásticos e jogadas surpreendentes. Então, o garoto sai do estádio fascinado e resolve aprofundar seus conhecimentos sobre o esportista. A primeira informação que terá é que Garrincha foi um alcoólatra e morreu entregue ao vício. Logo depois, o menino descobre que ele largou mulher e filhos, sem oferecer-lhes assistência financeira alguma, pela cantora Elza Soares. Um tempo depois, o menino, agora um rapaz, assiste ao filme sobre a biografia do jogador, para então descobrir que, não satisfeito com a vida de boemia e vícios, o homem ainda era um ninfomaníaco.

Admiradores riem e acham engraçada a conduta do ex-craque. Um sem número de séquitos o ovacionam!

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Será realmente esta a referência que queremos?

Craques, artilheiros, grandes jogadores… é inegável o legado único deixado por eles no universo da bola, mas destaquemos a contribuição dada e não seus modelos de vida. Apenas um filme, um registro fotográfico, até um capítulo de livro, sem colocá-los no status de deuses supremos, sem adorá-los, sem eternizá-los. Sem monumentos espalhados a torto e direito pelo mundo, apenas duas linhas em uma biografia…

E só!

Super abraço a todos!

Brena Messias.

 

A única certeza que eles têm é que o time é brasileiro

13 de novembro de 2011
 

Mais que superação, o exemplo que precisamos

1 de novembro de 2011
 

No domingo, 23 de outubro, a jogadora Maurine tornou público em seu twitter o luto pela morte do pai, Assis Brasil Dorneles Gonçalves: “Luto Luto Luto eternamente. Não importa a distância meu amor, vou te levar sempre dentro do meu coração. Pai eu te amo”. Mesmo triste e com o íntimo em frangalhos, a atleta decidiu continuar no Pan e enfrentar as mexicanas.

Quem assistiu ao jogo Brasil x México realizado na terça-feira, pôde acompanhar um resultado magrinho, porém suado, difícil. As donas da casa fizeram de tudo para garantir a classificação porém, a dor de Maurine fez com que a atleta ansiasse por aquele gol mais do que qualquer outra jogadora. Foi assim que a Seleção feminina venceu as “chicanas” e consagrou Maurine a heroína não apenas do jogo, mas de todo o Pan.

Na final contra as canadenses, as meninas foram do céu ao inferno em uma partida, perderam nos pênaltis e retornaram para casa com o segundo lugar. Em questão de horas, muitos esqueceram da vitória nas semifinais, do choro copioso de Maurine, do acidente de Kleiton Lima e das dificuldades que a Seleção feminina enfrenta para atuar de maneira organizada e profissional. Debaixo de uma saraivada de críticas, as garotas voltaram para o Brasil. Alguns chegaram a comparar a Seleção feminina com a masculina, que, representada pela equipe Sub-20, foi eliminada na primeira fase do Pan. Um portal afirmou que a atuação das garotas durante o torneio havia sido um fracasso. Foi quando eu pensei: “Calma lá todo mundo. Para tudo!”

Não vamos dar aqui uma de Nelson Piquet, que um dia afirmou ser a segunda colocação o prêmio para o primeiro perdedor. Quem conhece e sabe da situação de nossas atletas, e desculpem-me aqueles que divergem de meu ponto de vista, foi uma prata gloriosa. Não foi o ouro, não foi dessa vez, porém, levando-se em consideração que o futebol feminino é recente no país (a prática em alguns clubes tem pouco mais de 20 anos), que as garotas ainda sofrem um preconceito absurdo (e já sem sentido) por atuarem na modalidade, o machismo oriundo de nossa educação mouro-portuguesa, a falta de apoio da FIFA para movimentar a modalidade e tantos outros percalços, eu lhes digo com toda categoria que a prata valeu muito! E ela foi literalmente conquistada de maneira muito dolorosa. Mais do que o incômodo físico do técnico Kleiton Lima, que sofreu um acidente de automóvel, o que doeu mesmo foi ver Maurine entregar a alma ao torneio, chorar em rede nacional por não ter tido a oportunidade de se despedir do pai, e ainda assim, não ter o reconhecimento merecido. Não sei os leitores, mas entendo exatamente o que é você perder alguém que ama em meio ao objetivo que se busca. Dói, dói muito, a dor é absurda! Seu coração fica estraçalhado, maltratado, espicaçado, restando apenas a saudade e a tristeza por aquele que partiu. Ainda assim, mesmo com tantas dificuldades, Maurine e equipe técnica não conseguiram agregar o devido reconhecimento à Seleção.

E é por tudo isto que eu vou continuar admirando, incentivando e investindo meu tempo para que a prática do futebol feminino cresça em nosso país e que ela comece dentro de nosso lares, através dos pais que, assim como motivam os meninos a desde crianças terem amor pelo time e pela bola, passem a fazer isto com nossas meninas também, pois o que elas precisam é de exemplos como o de Maurine.

Super abraço a todos!

Brena Messias.

“Mesmo com o todavia”, final do Pan me arrancou um sorriso

29 de outubro de 2011
 

Olá, meu povo! Tem algumas semanas que a minha amiga e companheira de trabalho Brena me pede para ajudá-la no “Bela Jogada”, mas confesso que fiquei meio receosa quando recebi a proposta. Primeiro porque o tempo não deixa e segundo porque ter assunto sempre – e que agrade vocês, é claro – é complicado. Mas a última quinta-feira, 27 de outubro, data em que as meninas do Brasil conquistaram a medalha de prata no Pan, eu tive uma grata surpresa e resolvi compartilhar com todos vocês, amantes do futebol feminino.

Após sair da redação do Lance! peguei um trânsito que não sei de onde veio. Sabe aquele nervosinho de estar dentro do ônibus e não poder fazer nada? Pois então. Corri feito louca depois que desci do ônibus para chegar em casa a tempo de ver o jogo desde o comecinho. Óbvio que não ia dar, né, já eram 20h40 e eu ainda tinha umas 3 quadras pra percorrer.

No meio do meu trajeto, me deparei com um boteco – aquelas botecões bem sujos – cheio de homens parados e prestando atenção na tv. Como eu estava do outro lado da rua, não dava para ver direito do que se tratava. Atravessei e para minha surpresa, os marmanjos estavam vendo a final das meninas. Que felicidade! Juro que não acreditei.

Aproveitei o momento, inclusive, para exercitar meu lado atriz e com cara de quem não estava entendendo nada, mandei pra um senhorzinho que fumava cigarro do lado de fora: “Futebol hoje?”. Ele me respondeu: “Final das meninas do Brasil no Pan. Futebol é alegria do povo, minha filha!”. Fiquei um tempo calada, pensando no que dizer. Precisava arrancar mais alguma coisa dessa situação. E disse: “Nem sabia que essas meninas estavam na final”. “É, tem futebol, o bar tá cheio, não tem jeito”, respondeu-me.

Fui embora – afinal ainda estava mega atrasada – com um sorriso no rosto, embora ele não tenha permanecido por muito tempo por conta do resultado da partida. Depois de quase um ano como repórter do “Futebol para Meninas”, tive ainda mais certeza de que luto  todos os dias por uma causa que merece nossa atenção e que, citando o maravilhoso Chico Buarque, “mesmo com o todavia, com todo dia, com todo ia, todo não ia, a gente vai levando”. Mas notem, saber que a modalidade cresce, não é motivo para se acomodar. A cena que vi na quinta só me mostrou o quanto nossas meninas ainda precisam da nossa ajuda (mas precisam se ajudar também, adotando postura mais vencedora. Mas isso é assunto para outro post) para que no futuro possamos sair nas ruas e ver todos os bares da cidade cheios por causa delas.

Beijos,

Patricia Esteves

Vai que é tua Brasil!

21 de outubro de 2011
 

Rebú mirim para a garotada é com o Vasco da Gama

11 de outubro de 2011
 

Prezadas leitoras e leitores,

Em primeiro, peço mil perdões àqueles que acompanham o blog. Nestas duas últimas semanas a rotina desta jornalista virou de “ponta cabeça” ao receber a feliz notícia de que está grávida! J Desde então, minha vida tem se resumido a idas constantes ao médico para feitura de exames e acompanhamento devido do bebê. Várias vezes tentei escrever, porém, apenas quem sabe o que é estar grávida entende que os três primeiros meses não são lá muito fáceis. E são também os mais delicados. Perdi a conta do número de tentativas em me conectar com vocês e confesso que já estava sentindo saudades. Espero que agora a gestação só me traga surpresas boas. Agora é seguir com Deus e torcer para que tudo dê certo com este milagre que me foi concedido. Na alegria seguimos e vamos que vamos!

E hoje, aproveitando para colocar todo o meu lado materno a serviço dos baixinhos de plantão e lembrando que nesta quarta-feira é Dia das Crianças, a dica que lhes trago vem lá de São Januário que este ano, planejou uma programação especial, toda voltada para os vascaínos mirins. Sabe aquele torcedor pequerrucho, fofo ao cubo, que implora para o pai levá-lo ao estádio e que sofre como ninguém durante as partidas do clube? Pois é, estes pequenos receberam um carinho destacado este ano por parte dos rubro-negros.

O primeiro presente que a criançada rubro-negra ganhou do clube foi um site totalmente voltado para elas. Estou falando do Vasco Kids. Idealizado pelo Departamento de Marketing do clube, o material além de ser bastante divertido, traz à criança a oportunidade de conhecer mais sobre a história e os ídolos do time. Os aplicativos vêm com Quiz, Jogo da Memória e muitas outras atividades para os pequenos brincarem.  

Mas as surpresas não param por aí. Nesta quarta-feira, a partir das 13h, a torcida Guerreiros do Vasco irá oferecer uma confraternização às crianças da comunidade Barreira do Vasco. Haverá distribuição de brindes, doces e muitas brincadeiras. O “rebú” infantil irá se concentrar em frente ao portão social do clube os integrantes da Guerreiros prometem muita animação para a garotada. Sem dúvidas, é diversão garantida para os pimpolhos.

Daqui seguem os votos de um Feliz Dia das Crianças aos pequenos com as bênçãos de Nossa Senhora Aparecida, pois 12 de outubro também é o dia dela. E um bom feriado a todos.

Super abraço!

Brena Messias.

 

Para quem não me conhece, muito prazer, sou Belém do Pará!

28 de setembro de 2011
 

Como boa “parioca”, um neogentílico dado aos nascidos no Rio de Janeiro e criados em Belém (como é o meu caso), mas não necessariamente nesta mesma ordem (alguns podem ter feito o fluxo migratório contrário), eu não podia deixar de dedicar este post àquela terra que me acolheu. Desta maneira, não vou me deter em falar da Seleção Brasileira, mas o meu intuito será mostrar que em Belém do Pará não tem só índios (e que os que lá existem não comem ninguém), que os jacarés e macacos não tropeçam em turistas, e que esta cidade é sim, uma das maiores jóias que o Brasil tem, com suas riquezas naturais, uma culinária maravilhosa e um povo hospitaleiro que recebe a todos de braços abertos, inclusive argentino, porque um tanto de rivalidade também é saudável.

Santa Maria de Belém do Grão Pará foi fundada a 12 de janeiro de 1616 pelo português Francisco Caldeira Castelo Branco que, após desbravar a foz do rio Amazonas, ergueu às margens da Baía do Guajará um forte de madeira e palha, o qual denominou de Forte do Presépio. Eram instaladas ali as origens do que viria a ser a capital do Pará.

“Cidade das Mangueiras”, “Metrópole da Amazônia” e “Cidade Morena” são apenas algumas das expressões utilizadas para adjetivar Belém. A mais famosa, “Cidade das Mangueiras”, deve-se ao fato de Belém ser tomada por enormes corredores desta fruta, que atravessam inúmeros bairros proporcionando um clima mais ameno aos belenenses. Ainda assim, há quem reclame das fortes ondas de calor características da região, que nem as chuvas conseguem aplacar. Aliás, as chuvas diárias, tão cantadas por poetas paraenses como João de Jesus Paes Loureiro, constituem-se em outra singularidade de Belém. De clima tipicamente equatorial, quente e úmido, a cidade é influenciada diretamente pela floresta amazônica, e o que vemos nas tardes paraenses são ruas banhadas pela poesia das águas que escoam pela cidade, embalando o sono daqueles que têm o privilégio de usufruir de uma boa “siesta” ao som da chuva. 

A frase “Terra em que se plantando tudo dá”, de Pero Vaz de Caminha, atribuída à Ilha de Vera Cruz, bem que pode ser utilizada para ilustrar outra característica de Belém: a abundância de frutas propiciada pela riqueza natural da região. Lá não há estação para colhê-las. Algumas já conquistaram o país e o mundo como o bacuri, o cupuaçú e o famoso açaí. Este nosso conhecido é extraído das palmeiras cultivadas no interior do Pará e seu consumo não se faz como no Sudeste, onde ele é batido com banana e granola. Em Belém, a população consome a polpa com farinha de tapioca, farinha de mandioca, paio, camarão, peixe e outras variações.

É no Pará também que encontramos um dos times mais tradicionais do Norte e que agrega uma das torcidas mais fanáticas do Brasil: o Clube do Remo. E aqui eu destaco com muito orgulho que meu tataravô foi um de seus fundadores, Raimundo Oliveira da Paz, nos idos do ciclo da borracha. Há outros times tão queridos quanto o Leão Azul (apelido do Remo) e aqui podemos citar o Paysandu Sport Club e a Tuna Luso Brasileira. Há também uma liga feminina de futebol, que organiza competições desde o ano passado, é o Campeonato Paraense de Futebol Feminino.

E é nesta cidade tão rica pela sua cultura local, que todo mês de outubro festeja o Círio de Nazaré, considerado a maior procissão católica do mundo, que acontece hoje o super-clássico das Américas, onde no Estádio do Mangueirão, o Brasil recebe a Argentina para mais um embate. O estádio possui capacidade para 46.200 espectadores e todos os ingressos foram vendidos. Após as apáticas apresentações da Seleção Brasileira, quem sabe o clima paraense não motive os jogadores a mudarem o placar, proporcionando uma alegria maior ao público presente e a todos os brasileiros. É isso que todos desejamos.

“Pra frente Brasil do meu coração!”

Super abraço a todos!

Brena Messias.

 

Vasco nas alturas!

20 de setembro de 2011
 

A semana começou bem para o trem bala da Colina que no momento, encontra-se uma estação à frente dos adversários no Campeonato Brasileiro.  Com o apoio de sua fiel torcida, a caravela alvinegra  começa a navegar em águas mais tranquilas. Ao menos é o que vem mostrando o time, durante as atuações nas últimas rodadas da competição. Embora tenha se consagrado campeão da Copa do Brasil e garantido a classificação para a Libertadores, os garotos não se acomodaram e, ao contrário de alguns colegas que atuam nos times adversários, resolveram lutar para alcançar a liderança do campeonato. E conseguiram! O difícil agora será manter a colocação, porém, diante de tudo que a equipe vivenciou no passado e levando-se em consideração o baque da saída repentina de Ricardo Gomes, talvez esta não seja uma das tarefas mais difíceis para o time.

Aliás, a conduta de Ricardo Gomes como profissional e ser humano é um capítulo à parte no dia-a-dia do clube. Poucos foram os líderes que conseguiram administrar uma equipe com humildade, carisma e determinação como Ricardo. De um caráter ímpar, Ricardo Gomes deixou a vaidade de lado, conseguiu reerguer a autoestima do Gigante e fazer um trabalho maravilhoso com o time, então desmotivado, à época em que assumiu a equipe alvinegra, em fevereiro deste ano. O reflexo de seu empenho pôde ser notado mesmo após ser acometido pelo acidente vascular encefálico (AVE) que o afastou dos gramados. O trabalho desenvolvido nos últimos meses foi tão sólido que os jogadores, mesmo sentindo a falta do técnico e tomados pela preocupação, continuaram mostrando um bom desempenho nos jogos. Chegar à liderança do campeonato era uma questão de tempo e o episódio ocorrido com Ricardo Gomes foi apenas um fator motivador para o time trabalhar mais e assim, dedicar as conquistas ao seu mestre.

Hoje, além do Vasco poder comemorar suas vitórias, pode também festejar a recuperação do seu comandante. Esperançosos, time e torcida aguardam para que o técnico possa logo logo retornar ao cargo e junto com a nação vascaína, trazer tantas outras alegrias ao time.

Também estamos na torcida Ricardo!

Super abraço a todos!

Brena Messias.

Filme sobre Heleno de Freitas com Rodrigo Santoro será lançado no Brasil em outubro

8 de setembro de 2011
 

Após tanta espera, finalmente poderemos ver a performance de Rodrigo Santoro em mais um de seus trabalhos. Em “Heleno”, ele encarna o ídolo do Botafogo, Heleno de Freitas, em mais uma história de glória e decadência no mundo do futebol.

Heleno de Freitas era formado em advocacia, mas descobriu que sua vida era o futebol por intermédio de Neném Prancha, quando atuava no beach soccer do Botafogo. Conhecido pela elegância e vida boêmia, o jogador foi considerado um gênio da bola, e o quarto maior artilheiro do Glorioso. O filme contará como Heleno abandonou a brilhante carreira no esporte e entregou-se às drogas e à vida noturna. Sua rotina sem freios acabou fazendo com que adquirisse sífilis, vindo morrer louco e sozinho em um sanatório de sua cidade natal, em São João Nepomuceno, aos 39 anos.

Para viver Heleno, Rodrigo precisou perder alguns quilos, ter aulas de futebol e fumar dois maços de cigarro por dia! Diminuir o peso e aprender a jogar tudo bem, mas se tornar um fumante nato não deve ter sido tarefa das mais fáceis.

O filme de José Henrique Fonseca conta também com o talento de outra excelente atriz, Alinne Moraes, no papel de Ilma, esposa de Heleno. “Heleno” será exibido no Festival de Toronto, no Canadá, neste final de semana e estreia em circuito nacional no dia 14 de outubro.

Alguém aí tem dúvidas de que Rodrigo Santoro irá arrasar? Eu não tenho. Vou reservar minha poltroninha no cinema mais perto e correr para conferir nosso holliwoodiano ator em mais este papel.

Super abraço a todos!

Brena Messias.